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DESAFIOS POLICIÁRIOS |
TERTÚLIA POLICIÁRIA DO NORTE |
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II COLÓQUIO NACIONAL DE PROBLEMÍSTICA POLICIÁRIA e IV COLÓQUIO NACIONAL DE LITERATURA POLICIAL Os Colóquios de Literatura e de Problemística Policiária, realizados nos passados dias 25 e 26 de Novembro, na Quinta da Caverneira e no Pequeno Auditório do Fórum da Maia, ficaram marcados por alguns acontecimentos que podem contribuir para a exploração de estratégias e métodos que garantam um impulso decisivo na difusão e desenvolvimento da Literatura Policial, nomeadamente na sua vertente de Enigma. Esta iniciativa foi marcada ainda por um infortúnio e um mal-entendido, que viriam a determinar ajustes de última hora no programa de trabalhos previsto: um acidente de viação do autor da comunicação “A Literatura e a Literatura Policial”, António Nuno Verne, ocorrido na véspera, felizmente sem consequências de grande monta, afastou-o do painel de oradores; uma “confusão” na informação do auditório escolhido para a realização dos primeiros módulos dos Colóquios levou o público destinatário alvo (professores e alunos da Escola Secundária de Águas Santas) para “local errado”. Para os organizadores, o primeiro dia dos Colóquios tinha por palco o auditório da Quinta da Caverneira; para os alunos e professores, tudo aconteceria no Fórum da Maia. Mas, enfim, como tudo na vida tem solução (ou como diz a sabedoria popular: o que não tem remédio, remediado está), os organizadores deram a “volta ao texto” e a função lá começou, embora com cerca de uma hora de atraso devido a este imprevisto, sempre na esperança de que formandos e formadores do “Secundário de Águas Santas” acabassem por comparecer… UM CERTO ELLERY QUEEN Após a sessão de abertura dos trabalhos, presidida pelo director do Departamento de Cultura, Turismo e do Património Histórico-Cultural da Câmara Municipal da Maia, José Augusto Maia Marques, ladeado pelo presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas, Manuel Correia, e por um representante da Tertúlia Policiária do Norte, Daniel Falcão, coube ao próprio Maia Marques abrir as “hostilidades” com a evocação da Obra dos dois primos norte-americanos criadores do célebre Ellery Queen, ambos nascidos há exactamente cem anos. “Um certo Ellery Queen” era o título da comunicação, que nos levou até ao mundo fascinante de um autor/detective cujo nome “esconde” dois escritores judeus nova-iorquinos – Frederic Dannay (nascido Daniel Nathan) e Manfred B. Lee (cujo nome verdadeiro era Manford Lepofsky) –, que em 1929 instalaram definitivamente o estilo americano nos romances policiais, dominados até então pelos ingleses, com a publicação de "The Roman Hat Mystery". Seguindo um curso dedutivo e cerebral ao estilo de Edgar Alan Poe, sobretudo após a criação do famoso detective homónimo do escritor (Ellery Queen), juntos, os primos “Frederic” e “Manfred”, escreveram mais de cem romances, traduzidos e editados em vários países, quase sempre com enorme sucesso de vendas, como aconteceu por exemplo com os títulos “The Dutch Shoe Mystery” (1931), “The Scarlet Letters” (1953), “House of Brass (1968)” ou com a revista “Ellery Queen’s Mystery Magazine” (criada em 1941), que ainda hoje é um enorme êxito internacional. Para rematar a sua brilhante intervenção, Maia Marques fez saber da importância que aquela revista e as obras de Ellery Queen, assim como a de outros mestres da escrita policial, tem tido na criação de hábitos de leitura nos mais jovens ao longo dos tempos, instigando-os a experimentar outros tipos de literatura. Se bem que, para ele, não existe propriamente “a” literatura policial e “a” não policial. Há boa e má literatura. E é só isso que distingue a literatura em todos os seus géneros! VIAGEM PARA MANAUS DE FRANCISCO JOSÉ
VIEGAS A ausência de professores e alunos na audiência dificultou a “tarefa” de Jorge Moreira da Silva, que se propunha desafiar aqueles a percorrer as páginas do novo romance de Francisco José Viegas, recentemente editado pela ASA, onde o autor, através do “seu” detective Jaime Ramos, é levado a percorrer caminhos que o transportam entre Portugal, o Brasil e a memória de Angola. Na sua comunicação, Jorge Moreira da Silva, procurou articular este romance de Francisco José Viegas (onde há homens sem biografia nem memória, mulheres que desafiam o conformismo e a mediocridade do seu pequeno mundo, seres humanos que perderam todas as ilusões e se limitam a procurar não morrer), enquanto instrumento pedagógico, com os conceitos de “multiculturalismo” e “interculturalismo” como componentes indissolúveis de uma verdadeira educação para a cidadania. Assumindo a posição de que estamos na presença de um romance que é um verdadeiro exemplo do que é a “interculturalidade”, aquele comunicador procurou dilucidar as diferentes vias pelas quais este conceito nos é apresentado pelo seu autor, procurando a partir daí questionar possibilidades de aplicação no domínio da prática pedagógica, concluindo que a literatura policial constitui um excelente recurso educativo com potencialidades ao nível do desenvolvimento do raciocínio lógico, da análise de textos e da própria motivação para o acto de aprender. A LITERATURA POLICIAL DE ENIGMA COMO
RECURSO EDUCATIVO Estimulado, diríamos mesmo “embalado”, pelo comunicador precedente, o nosso confrade Gustavo Barosa (Zé-Viseu) socorreu-se de um improviso “alinhavado” em pouco mais do que meia dúzia de notas retiradas durante a intervenção daquele orador para tentar explicar o que pretendia “experimentar” fazer com os “educandos e educadores” que faltaram involuntaria-mente à sua “aula de substituição”, onde a literatura de enigma se assumiria como a grande protagonista. Pequenos problemas, de decifração supostamente acessível, seriam discutidos e analisados em pleno auditório, em “voz alta”, obrigando os mais jovens e demais pessoas presentes a detectar erros e mentiras num exercício colectivo em que as “meninges” seriam as únicas ferramentas disponíveis. E Zé-Viseu deu alguns exemplos, que foram acolhidos com alguma surpresa e… muito agrado. A proposta colheu de imediato a aprovação dos representantes da edilidade maiata, que “desafiaram” o orador a explorar a sua ideia em algumas escolas do concelho num futuro próximo, durante as aulas de português. Zé-Viseu aceitou de pronto o desafio e afirmou não ter dúvidas que um problema policiário é um óptimo recurso educativo, numa hora de menor ocupação, já que ele obriga a algumas atitudes a que os jovens não se entregam muito, hoje – a leitura, a análise textual, a pesquisa, a organização de ideias e a redacção –, sendo essa uma das obrigações que a Escola deve assumir, em relação aos alunos, sob pena de se “produzir” muita gente que decora muito, mas pouca que pensa muito. A massificação da arte de pensar e saber aplicar! Para melhor esclarecer o seu ponto de vista, o nosso confrade viseense concluiu que, como um problema policiário é um jogo (entre o "polícia" e o "criminoso", o “bom” e o “mau”), os alunos poderão achar muito mais graça a este “exercício” do que a um simples texto que são "obrigados" a analisar. Mas é preciso que os professores percebam isso – defendeu. Porque uma brincadeira é muito mais atractiva do que uma obrigação… E, depois, existe ainda a competição, que é sempre um estímulo numa sociedade infelizmente cada vez mais competitiva como a nossa!...
LEITE BASTOS – O PERCURSOR A última intervenção do primeiro dia de trabalhos dos Colóquios de Literatura e de Problemística Policiária teve como protagonista Leite Bastos, escritor nascido em Lisboa a 17 de Setembro de 1845 – passam agora 160 anos. José Valle de Figueiredo apresentou-o como “o percursor”, mas acha mais prudente identificá-lo como um dos percursores da ficção policial no nosso país. Porém, de uma coisa o orador tem certeza: ele foi o primeiro romancista policial que, enquanto tal, viveu unicamente do seu trabalho. Ou seja, foi um dos pouquíssimos ficcionistas policiais portugueses da segunda metade do século dezanove, e, na altura, seguramente eram poucos em toda a Europa. Leite Bastos publicou em 1868 “Os Trapeiros de Lisboa” (uma obra absolutamente notável), mas celebrar-se-ia com “O Incendiário da Patriarcal”, de que fez uma peça de teatro estreada com assinalável sucesso, “O Crime de Matos Lobo” (o último réu executado no nosso país, cuja biografia romanceada ele escreveu), “Os Sapatos de Defunto”, “O Crime do Corregedor” e “Os Crimes de Diogo Alves” (1877), de que se extrairia mais tarde um filme com o mesmo nome, nos princípios do cinema português. José Valle de Figueiredo recordou a personalidade excêntrica do autor, conhecida de toda a Lisboa de então, e realçou que ele viria a tornar-se também célebre – para além da sua faceta de escritor policial – como continuador português da obra de Ponson du Terrail, “As Aventuras de Rocambole”. E sublinhou, que, apesar de Leite de Bastos se apresentar como “tradutor”, ele foi efectivamente o autor da série “As Maravilhas do Homem Pardo”, que tanta popularidade teve entre nós pelo seu enredo “rocambolesco”. O FUTURO DO POLICIARISMO EM PORTUGAL O segundo dia de trabalhos, tendo agora como palco o Pequeno Auditório do Fórum da Maia, foi exclusivamente dedicado ao II Colóquio Nacional de Problemística Policiária, que retomou logo na abertura a grande questão suscitada na véspera por Gustavo Barosa na sua improvisada comunicação sobre “a Literatura de Enigma como recurso educativo”: – o futuro está nas escolas! Indigitado pelos seus pares da TPN para moderar o Debate subordinado ao tema “O Futuro do Policiarismo em Portugal”, o Inspector Boavida começou por sublinhar o facto de ser o “detective” mais “jovem” dos que, com ele, ocupavam a mesa como oradores convidados (Zé-Viseu e Zé dos Anzóis), e não vislumbrar entre a assistência muitos policiaristas com idade inferior à sua. “E já cá cantam 56 anos!” – rematou o Inspector Boavida, para reforçar a sua ideia de que só com o surgimento de “sangue novo” se poderá relançar e transformar o policiarismo, devolvendo-lhe o fulgor perdido e assegurando o seu futuro, não apenas como actividade lúdica mas igualmente como um instrumento educativo de enorme potencial nos domínios do desenvolvimento intelectual. Zé-Viseu reforçou a ideia de que o desporto mental que elegemos como passatempo pode ser uma ferramenta de ensino extremamente importante, pelo seu constante estímulo ao exercício do raciocínio lógico, pelo seu apelo sistemático à pesquisa e à descoberta de novos conhecimentos, pela sua capacidade de incutir a necessidade da organização e do rigor da assunção em todas as nossas responsabilidades como membros de uma sociedade activa e em permanente mutação. Zé dos Anzóis “afinou o seu discurso pelo mesmo diapasão”, chamando a atenção para a necessidade de encontrar parcerias nas escolas e autarquias, de norte a sul do país, que permitam desenvolver em outros concelhos trabalhos análogos aos que Zé-Viseu se propõe realizar com a Câmara da Maia. Por outro lado, considerou fundamental “descobrir” um veículo de informação que chegue regularmente aos estudantes e professores de português, que sirva de plataforma para a partilha de saberes e de experiências, bem como de discussão e de reflexão, ao mesmo tempo que crie e fidelize novos praticantes do policiário. Jartur admitiu que O LIDADOR… das CINZENTAS poderá assumir-se como o veículo de divulgação daquele “projecto-piloto” junto da população escolar (ideia que pareceu não convencer a maioria dos presentes...), recordando que aquele boletim teve originalmente como público-alvo as escolas do concelho maiato, acabando, no entanto, por “mudar de agulha” por dificuldades de distribuição. Seria agora o momento de revocacionar O LIDADOR… das CINZENTAS, de forma a que este pudesse ser uma espécie de “guarda avançada” da iniciativa que Zé-Viseu e a edilidade da Maia se propõem corporizar no curto prazo. O moderador do debate aproveitou a oportunidade para introduzir um novo tema para reflexão, ao recordar o deserto quase absoluto de Secções Policiárias nos órgãos de comunicação social, de âmbito nacional ou local. E anunciou que a Tertúlia Policiária do Norte tem na sua “pasta de pendentes” a ideia de criar e disseminar por todos os jornais regionais uma “Secção para Iniciados”, mas, como a TPN não tem propriamente estrutura nem vocação para tal, o mais certo é que “projecto não passe disso mesmo: de um projecto”! Depois de elogiar o excelente trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo PÚBLICO-Policiário, apesar de alguns desequilíbrios de dinâmica e de falta de clareza quanto à sua vocação prioritária, o Inspector Boavida felicitou a recente criação da rubrica “Rápidas para Experimentar”, que decerto irá trazer mais gente nova para o Policiarismo, acabando por deixar no ar uma pergunta “sinistra”: se um dia o jornal “Público” decide acabar com a secção orientada por Luís Pessoa o que nos resta? – e a resposta não se fez esperar: “Nada”! Luís Pessoa começou a sua intervenção por dizer que a secção que orienta nasceu como espaço de formação e de captação, aberto à generalidade dos leitores do jornal Público, e não apenas, ou particularmente, destinado aos praticantes da problemística policiária ou aos “amantes” da literatura policial. De facto, só em virtude da ausência de outras secções da “especialidade” que se ocupassem da componente competitiva, sem a qual a modalidade não consegue sobreviver, o PÚBLICO-Policiário acabou por derivar para o actual figurino. Prosseguindo o seu discurso, Luís Pessoa confessou que gostaria que a secção que orienta naquele jornal de grande expansão e de referência no nosso país voltasse à sua vocação original, evoluindo sobretudo no caminho da formação, mas para tal seria necessário que surgisse outra via (uma revista especializada, uma secção noutra publicação de âmbito nacional…), onde a competição entre “veteranos e consagrados” e a reflexão sobre as grandes questões que se colocam ao Policiário no futuro próximo se desenvolvesse seriamente e em profundidade. Apesar de ter decidido marcar presença na Maia, confessadamente com o principal propósito de participar na homenagem a M. Constantino, o homem que orienta a única secção policiária actualmente existente no país fez saber que não acreditava que daquele debate se chegasse a algo de concreto, vaticinando que não passaríamos mais uma vez daquilo a que ele chamou de “boas intenções”, porque estava a ser realizado sem qualquer base de reflexão prévia, sem projectos claros ou propostas de trabalho amplamente discutidas. O Inspector Boavida usou novamente da palavra para dizer que sentir-se-ia muito frustrado, assim como naturalmente todos os policiaristas presentes, se aquele debate não apontasse pelo menos caminhos ou territórios de reflexão que oriente o “futuro do policiarismo em Portugal”, no que foi acompanhado pelo “detective” Nove, que reafirmou a sua convicção de que não podíamos sair da Maia como entrámos. Ou seja, na mesma, sem perspectivas de futuro… Zé-Viseu afirmou que também não queria regressar a casa, após dois dias de trabalho, sem ideias, sem planos, sem confiança… no futuro. Afirmou ter a noção de que o actual sistema de captação de novos valores – tertúlias, convívios, está totalmente ultrapassado. Considerou, porém, que uns e outros devem manter-se, para consolidar as amizades da família policiarista, mas não captam ninguém. Talvez as “Rápidas” do Público tragam alguém, vamos ver – concluiu. Quanto à população escolar, e no que concerne à ida às escolas, se a iniciativa se resumir à Maia, o nosso confrade viseense considera o programa muito redutor (mas de aproveitar), pelo que se impõe partir à descoberta de novas parcerias noutros concelhos por esse país fora; relativamente a O LIDADOR… das CINZENTAS, enquanto veículo de comunicação, é pouco. O boletim da TPN não chegará nunca a todo o nosso público-alvo – é preciso atacar em todas as escolas, associações de estudantes, entrar nas revistas juvenis, jornais regionais, mas tudo em regime de voluntariado. A ideia defendida por Zé-Viseu passa pela criação de um sistema nervoso, com terminal em cada policiarista, tendo como “ferramenta” de comunicação a Internet. Para o efeito, deveria ser criada uma unidade central, constituída pelo seccionista do “Público”, representantes das Tertúlias e activistas voluntários. Essa estrutura reuniria, trocaria impressões via Net e, na pluralidade de opiniões, tentaria definir uma estratégia de expansão, criar suporte teórico para os policiaristas poderem apresentar projectos nos locais onde quisessem actuar e obter um banco de dados (textos, diapositivos, problemas experimentais) para que cada acção resultasse o melhor possível. Zé Viseu ofereceu-se para lançar as bases deste trabalho “em rede”, no que foi seguido de imediato pelo “detective” Nove. O moderador do debate respirou de alívio: – “Eureka! Ora aqui está algo de palpável, de concreto – uma ideia que pode congregar toda a família policiária num caminho com rumo definido, tendo como destino o futuro que todos ambicionamos, menos cinzento e nebuloso. Pode não ser uma paisagem de um azul imenso com pinceladas de oiro, mas pelo menos que não seja o que sabemos não querer (o marasmo, o fim…)! Para já, os confrades Nove e Zé-Viseu funcionam como coordenadores… e quem os conhece sabe bem que, com eles, o passo da teoria à prática é longo e rápido”. E, pronto, posto isto, lá fomos nós todos, muito mais confortáveis e confiantes, para um pequeno intervalo no átrio do Auditório, onde nos esperava um “porto seco” e um “favaios” fresquinho. Mas nos nossos ouvidos ainda pairavam as palavras sábias e prudentes proferidas por Sargento Estrela a meio do debate: “Cuidado. As ‘obras’ que pretendemos fazer no ‘edifício do policiário’ têm de ter em conta as suas ‘paredes mestras’, para que ele não desabe de vez!...” HOMENAGEM A M. CONSTANTINO Eis que chegou a hora de prestar a singela, mas justíssima,
homenagem a M. Constantino, que a TPN e a Câmara Municipal da Maia haviam
preparado, traduzida na atribuição da “Lupa de Honra – O presidente da APP recordou, entretanto, que uma grande parte das obras que integram o espólio editorial agora cedido a título de depósito à TPN é da autoria do homenageado (que esteve ligado àquela estrutura associativa, como fundador, dirigente e colaborador, desde a primeira hora), de que se destacam, naturalmente, dois títulos indispensáveis à preservação da memória do Policiarismo: “História da Narrativa Policiária” (de que foram publicados apenas dois volumes – faltam, portanto, editar três) e “Manual da Enigmística Policiária”. Jartur Mamede, em representação da TPN, usou então da
palavra para destacar o papel desempenhado pelo homenageado na defesa e
promoção do Policiarismo, tanto como produtor, como solucionista,
seccionista, estudioso, pesquisador e coleccionista, o que só por si
justificaria a atribuição da Lupa de Honra – Zé dos Anzóis e Zé-Viseu, autores, respectivamente, do prefácio e do posfácio do livro lançado naquela manhã, que se encontra a partir de agora à disposição de todos os seus potenciais leitores e admiradores, falaram do Homem, do Amigo e do Companheiro, mas também da sua Obra. Neste particular, foi realçada a série de enigmas que têm por cenário o Ribatejo natal do autor e por protagonista a sua personagem mais querida, o Avô Palaló, que é nem mais nem menos do que o seu próprio avô materno, um homem que o marcou para toda a vida! Manuel Constantino, engoliu em seco a comoção do momento, disfarçou as lágrimas que se atreveram a marejar os seus olhos, recordou a figura ímpar do seu avô “Manel” (Palaló), a quem, entre outras grandes coisas, deve a própria vida e a sabedoria dos homens simples e sensatos, e agradeceu a gentileza da homenagem, a prova de amizade de que era alvo, num discurso emotivo e sincero. A sua modéstia emergiu de repente, fazendo que os “holofotes deixassem de o focar”, quando decidiu ele próprio juntar à sua homenagem a evocação de uma outra grande figura do Policiário: Natércia Leite. Por sua única e exclusiva iniciativa, a que a TPN se associa com imenso orgulho, M. Constantino publica nesta edição d’ O LIDADOR… das CINZENTAS o seu mais recente problema policiário para um “desafio a todos os policiaristas”, em que estão em disputa dois magníficos Troféus, oferecidos pelo autor, destinados a premiar a “Melhor Solução” (Taça Natércia Leite) e um dos participantes, a sortear entre todos os que acertarem em, pelo menos, cinquenta por cento do solução (Taça Tertúlia Policiária do Norte). ENCERRAMENTO DOS COLÓQUIOS E ALMOÇO
CONVÍVIO José Valle de Figueiredo, na sua qualidade de representante do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, encerrou os trabalhos com um agradecimento muito especial a todos os participantes e com a promessa de que para o ano nos encontraremos de novo para mais uma edição dos Colóquios de Literatura e de Problemística Policiária. Antes, porém, fez questão de sublinhar a garantia de que a Tertúlia Policiária do Norte poderá contar sempre com a colaboração da edilidade em todas as suas iniciativas futuras. Passavam quinze minutos das treze horas quando se começou a formar a caravana automóvel que nos levaria até ao Restaurante do Chefe Silva, em Águas Santas, onde se sentaram à mesma mesa, para uma muito apreciada refeição e um agradável convívio os confrades A. Raposo (+esposa), Agente Guima, Arminda Silva, Daniel Falcão, Detective Tom Miklui (apenas a Lui), Dic Roland, Dr. Gismondo (+esposa, filha e neta), Flo, Francisco Porteiro, Inspector Boavida, Jartur, Jorge Direito, Luís Pessoa, K.O. (+esposa), M. Constantino, M. Lima, Mestre, Nove (+esposa), Onaírda (+esposa), Paulo, Sargento Estrela, Zé dos Anzóis, Zé-Viseu. in “O LIDADOR…
das CINZENTAS” nº 20
– Dezembro de 2005 |
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© DANIEL FALCÃO, 2005 |
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